Páginas

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Quando percebemos que é melhor reajustar objetivos

No início deste ano defini uma série de objetivos, entre eles correr uma maratona. E no início de março comecei a preparação para a Maratona de Amesterdão, que irá acontecer a 15 de outubro. Contudo, por vários motivos o tempo para fazer os treinos necessários para completar a prova é escasso, muito escasso. Começar a segunda-feira e perceber que algo tem de ficar para trás, e no meio de todas as prioridades a corrida fica para último. Dei por mim a entrar em stress porque chegava ao fim da semana e não tinha conseguido correr os km's que era suposto. A estar constantemente ansiosa porque sabia que não estava a fazer o suficiente para cumprir o objetivo, a sentir-me frustada a cada treino que não consegui fazer. E nesse momento começou a tornar-se contraproducente. Fazer uma maratona para mim, é uma prova de superação pessoal e principalmente uma forma de me disciplinar a fazer exercício regularmente, porque sei que isso me ajuda a manter em forma, a libertar stress e a estar bem, contribuindo para o meu equilíbrio e bem-estar geral. Mas nesta fase da minha vida comprometer-me com um objetivo tão exigente quanto correr uma maratona estava a ter o efeito exatamente oposto.
Foi então que decidi parar e ouvir o que a minha intuição me dizia.
Neste momento temos uma nova dinâmica familiar: durante a semana estou sozinha com o Francisco, tenho novas funções profissionais que me consomem mais tempo, tenho toda a logística e lides domésticas para fazer e no meio disto tudo quero ter tempo de qualidade para brincar com o meu filho, ter tempo para mim, ter tempo a dois. O exercício é crucial e vai continuar a estar presente no meu dia-a-dia, mas sem pressões, sem grandes objetivos.
Porque o que realmente importa no meio disto tudo é sentir-me bem, estar em equilíbrio e feliz!
Não tem mal redefinir objetivos, desistir de alguns se for caso disso. O importante é que a cada momento nos consigamos ouvir, sentir o que é melhor para nós e fazer por isso.

Sem comentários:

Enviar um comentário