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sábado, 26 de agosto de 2017

Sobre isto das mães deixarem os filhos em casa dos avós (ou outras pessoas)

O Francisco esteve duas semanas em casa dos avós. Regressou cheio de saudades dos pais, da casa, da cama e dos brinquedos dele. E este tempo fez bem a todos: a ele, a nós e aos avós. Serviu para ele reforçar laços com o avós, ser mimado e viver experiência únicas, para nós serviu para colocar a casa em ordem, passar algum tempo a dois e sozinhos, treinar à hora que mais gostamos, jantar o que e às horas que nos apetecer.
Mas deveremos todos "mandar" os filhos para casa dos avós nas férias ou fins de semana para tirarmos "férias" uns dos outros? Fará bem a toda a gente e em qualquer idade/altura?
Da minha experiência acho que não. Hoje percebo que a primeira vez que deixei o Francisco para ir uma semana com o meu marido para fora eu não estava preparada e aquilo não foi bom para ninguém. Não foi bom para mim porque não consegui desfrutar da viagem, não foi bom para o meu marido porque passei o tempo todo stressada e a desatinar com ele e para o Francisco não sei se foi bom ou não, porque ele tinha apenas nove meses e não se manifestou. E isto tudo leva-me a pensar que cada mãe tem o seu "timing" para se conseguir "separar" da cria. Há algumas que facilmente conseguem deixar a criança com poucos meses de idade, outras, como é o meu caso que só a partir do momento em que eles são maiorizinhos, no meu caso, penso que só há cerca de um ano, comecei a conseguir verdadeiramente desfrutar dos momentos sozinha sem o Francisco, sem me sentir stressada, culpada ou em constante alerta. E se tivesse tido a capacidade de reconhecer o meu timing antes provavelmente teria evitado muitas chatices e sofrimento.
Ainda assim, é saudável que se coloque em cima da mesa a possibilidade dos pais passarem algum tempo sem os filhos, sem pressões e no tempo de cada um.
Cabe aos outros (avós, familiares e amigos) respeitar isso porque ninguém gosta que lhes retirem o prato da frente antes de acabar a refeição, pois não?



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