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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Como lidar com esta espécie de monoparentalidade?

É comum quando um dos pais está mais ausente, recair sobre o que fica com a criança mais tempo a parte de incutir regras, princípios, valores, horários, tornando-o “no chato”. E o que está menos tempo, naturalmente é mais liberal, menos exigente e torna-se por isso “no fixe”.
Comecei a assistir a este tipo de situação com o Francisco aos fins de semana, em que o pai chegava e era uma festa pegada: não havia horários, poucas regras, tudo muito mais cool, tornando-me a mim a “aborrecida”. Cheguei até a ouvir comentários do género: “Prefiro o papá. Tu és chata!”
Doeu. Ele é uma criança e sei que não disse por mal, mas bolas! Uma pessoa faz uma ginástica do cacete para durante a semana ser mãe e pai, dona de casa e conciliar isto tudo com o trabalho e depois leva um balde de água fria destes?!
Fiquei a matutar naquilo.
E decidi instaurar o “dia da asneira mãe e filho”. Basicamente é um dia em que permito divertir-me com o meu filho, sem regras, sem horários, sem chatices. Pura e simplesmente fazer a asneira que nos apetecer, sem culpas. Há dias em que vamos comer uma pizza ou ao Mcdonalds, outros em que ficamos no sofá a comer pipocas ou M&M’s e vemos um filme até tarde, outras em que permito que durma na minha cama.
Foi uma decisão simples, mas o benefício que trouxe à relação mãe e filho foi brutal.
É preciso educar, estabelecer regras e limites, cuidar, mas não tem de ser tudo sério, nem temos de ser sempre rígidos. A flexibilidade e a exceção também fazem muita falta nas relações e na vida!

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