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sexta-feira, 20 de maio de 2016

Ser mãe (s)em stress

Isto de ser mãe (e pai também) é um desafio constante.
Os miúdos começam a ganhar personalidade e é um desatino lidar com eles. Pior, é um desatino conseguirmos lidar connosco e com eles. Ou seja, chegamos cansados, com a cabeça num oito, ainda temos o jantar para fazer, banhos para orientar, roupa para tratar, se calhar algum trabalho que ficou por fazer e os miúdos teimam em não fazer aquilo que lhes pedimos. Parece que nos estão a desafiar. Raça dos miúdos!
Leio habitualmente o blog da Magda e ela vai dando umas dicas muito interessantes sobre parentalidade positiva. Fala em coisas muito interessantes como: respeito pela criança, vínculo e muito mais. Recomendo vivamente que leiam.
Já tinha tido oportunidade de colocar em prática algumas das suas dicas, mas recentemente aderi ao Desafio Berra-me Baixo e usei esta sugestão sobre como resolver uma birra em 5 minutos e o resultado deixou-me tão maravilhada que tinha de partilhar convosco.
Francisco traz para casa um presente de um coleguinha da escola, uma caixinha com caramelos. Antes do almoço pega à socapa num caramelo e eu tento impedir. Resultado a criancinha começa a fugir para a cozinha a tentar comer o caramelo o mais rápido possível e já com todas as cordas vocais a postos para fazer uma grande birra assim que me aproximasse. Com calma e voz baixa digo-lhe:
- Filho, eu não te vou tirar o caramelo. Só quero falar contigo, pode ser?
Ele acalma e eu lá me consigo aproximar e baixo-me à altura dele.
- Queres muito comer esse caramelo?
- Sim.
Responde ele
- Pois eu percebo, mas se comeres o caramelo antes do almoço esse caramelo vai fazer mal à tua barriguinha e vais ficar com dor de barriga. Queres ficar com dor de barriga?
- Não, mamã. Vou guardar para depois.
E foi sozinho, pelo seu pé, guardar o caramelo.

Não foi preciso recorrer a gritos, ameaças, força ou palmadas. E a criança tem apenas dois anos e meio, mas sentiu-se respeitado, ouvido e responsabilizado pelos seus actos e esse foi realmente o segredo.
Inacreditável não é? Até a mim me custou a crer.
Situações como esta dão-me ainda mais certezas que isto da parentalidade positiva funciona mesmo.
Se me perguntarem se é fácil? Não. É preciso ter disponibilidade mental para conseguir agir desta forma e manter a calma. Não assumir a atitude da criança como afronta e gerir a situação de uma forma positiva. Mas no final, o resultado compensa tanto. Não há berros, nem stress e é tudo tão mais pacifico e harmonioso, que compensa claramente o esforço de pensar um pouco nas coisas antes de agir.
Já experimentaram?


Se ainda não conhecem a Magda e até queriam saber mais sobre isto da parentalidade positiva sigam-na aqui e aqui. Vale a pena!


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