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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Virada do avesso

Foi assim que acordei hoje. Ontem saí irada do trabalho, chego a casa puto a fazer birras, depois de muito resmungar, pedir leite, chucha, colo, lá adormeceu. Sento-me para enfiar qualquer coisa na boca às nove e meia da noite, acabo de comer e fico cheia de dores de estômago. Sento-me ao computador para resolver berbicachos, deito-me à uma furiosa por não ter conseguido resolver tudo. Uma hora depois o puto acorda a chorar e a chamar por mim. Levanto-me, acalmo-o, ele volta a dormir. Uma hora depois volta acordar. Eu volto a levantar-me para o acalmar, fico ao lado dele até que adormeça novamente. Às seis o despertador toca para ir correr. Viro-me para o outro lado exausta. Que se lixe a corrida! Acordo novamente às sete e meia, despachar-me a mim, despachar o miúdo, lidar com quinhentas e vinte birras até conseguir entregá-lo na creche. Entro no carro, chego ao escritório e continua tudo na mesma, o que me tinha deixado irada ontem, continua hoje e continuará sempre.
Respiro fundo, bebo um café. Volto a respirar fundo.
Há coisas que definitivamente não posso mudar.

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