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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Pais e filhos, filhos e pais

O fim de semana passado aproveitamos a ida a casa dos avós para irmos jantar só os dois (eu e o homem). Confesso que o nervosismo que antecipou o manjar foi semelhante a um primeiro encontro, porque já não fazíamos isto há tanto tempo que às tantas tinha medo de não ter conversa. Quer dizer, conversa teríamos sempre, mas queria falar de tudo e de nada, mas sem preocupações, sem as conversas normais de todos os dias, do temos de fazer isto ou aquilo.
Acabou por correr muito bem e ser muito divertido até irmos ao centro de Leiria beber um copo e eu deparar-me com imensos adolescentes à minha volta e pensar que todas aquelas criaturas que ali estavam têm pais, mas que se estão a cagar para eles. E deu-me um aperto no peito. Mais depressa do que aquilo que eu possa imaginar, vai ser o meu filho ali. A ser adolescente, a querer sair, a não querer saber dos pais para nada e eu a ficar acordada a noite toda à espera que ele chegue a casa bem.
E pronto acabei a noite a dizer que queria ir para casa abraçar o nosso filho porque ele vai crescer depressa.
A seguir levei um "abanão" do homem, que me disse, tem lá calma, ele já está a dormir e esta é a nossa noite, por isso vamos aproveitar. E aproveitamos.
Mas não deixo de pensar que só há um momento em que um filho é verdadeiramente nosso, é quando está na nossa barriga. Depois desde que sai cá para fora é do mundo e nós pais somos apenas um veículo na educação e no seu crescimento, apenas isso.

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