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quarta-feira, 15 de julho de 2015

O percurso

Aprendi nas "lições" de coaching e PNL que não nos devemos condicionar, nem acanhar pelas nossas crenças limitadoras, mas na realidade temos de ser conscientes das nossas capacidades  e efetivamente das nossas limitações.
Nesta fase em que estudo alternativas de mudança, deparo-me com as limitações do meu percurso profissional e escolar. 
Lembro-me, quando andava na escola, dos meus pais me dizerem para tentar ser a melhor, para estudar, para tirar boas notas, que o melhor benefício de o fazer era para mim.
Na altura não liguei muito (lá está a malfadada adolescência). Acabei por fazer um percurso mediano na faculdade, escolher um curso pelas saídas profissionais que me poderia dar e não propriamente por paixão. 
Comecei a trabalhar numa agência de Marketing e adorei. Ainda hoje sinto saudades do trabalho que fazia lá. Depois por motivos mais pessoais/emocionais que propriamente profissionais, saí e dediquei um ano a fazer uma certificação de coaching e a dar formação. Percebi que não era por aí o caminho e há seis anos atrás comecei a trabalhar no meu atual emprego. 
E está chegada novamente a hora de mudança, mas para quê? Por um lado não vou abdicar no meu nível de senioridade, mas por outro não tenho provas dadas num setor que me permita ter valor noutros setores. E depois a minha média de faculdade é miserável  e fator eliminatório em alguns casos.
Resumindo, estou a pagar a fatura de opções menos ponderadas, de um percurso pouco planeado, da minha preguicite na hora de estudar.
Não posso, nem quero acreditar que isto me irá impedir de avançar, tenho não só de ter fé, mas acima de tudo fazer pela vida, tentar ultrapassar as dificuldades e lacunas que tenho no CV e continuar à procura do meu caminho. Do meu lugar. Deixar de ter medos e receios. Libertar-me dos preconceitos da baixa auto-estima e da culpa que me consome. 
Mais que um novo desafio profissional, sei que esta é mais uma fase de mudança e fortalecimento interior.
Sei que preciso disso para mim, mas também para o meu filho. Quero dar-lhe um bom exemplo e conseguir educá-lo com confiança e auto-estima para ele seguir um percurso menos sobressaltado e não ter de passar por estes dilemas aos trinta e dois.


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