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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Dizem as notícias e os governantes deste país que o desemprego diminuiu e que há sinais de retoma da economia. Pessoalmente não sinto nada disso. Ao meu redor são cada vez mais as pessoas que subtilmente são dispensadas dos seus postos de trabalho, ou pessoas às quais lhes baixam salários e regalias em troco da promessa de um futuro melhor na empresa na qual trabalham.
Pessoalmente não sinto qualquer sintoma de retoma e só penso onde é que isto irá parar.
Gostava de voltar a ser uma pessoa que perante o descontentamento com a sua situação profissional perde os medos e avança em frente com os seus projetos pessoais, seja para se tornar freelancer, constituir a própria empresa ou emigrar.
Admiro muito esta malta corajosa que não se acanha perante situações menos boas e que literalmente luta, que acredita e não desiste dos seus sonhos.
Em tempos, talvez pela minha ingenuidade (e que saudades tenho dessa ingenuidade), o meu lado sonhador ganhava ao lado racional (que era quase inexistente) e quando tinha uma ideia, um objetivo seguia surda, até o alcançar. Não ligava a notícias, a conjeturas, a pensamentos derrotistas e comentários dissuasores. Acreditava mais em mim, nas minhas capacidades, tinha menos medos.
Eu bebia dos meus sonhos. Adormecia a imaginar aquilo que queria e como seria. E isso era bom e inspirava-me.
Com o passar do tempo, sinto que deixei de sonhar. Acanho-me quando surge alguma ideia mais maluca e fecho os sonhos novamente dentro da caixa com medo do resultado que uma mudança pode trazer.
O meu desejo para esta noite é conseguir voltar a sonhar acordada, sem acanhamentos, sem medos, sem receios, porque já dizia a canção:
“(…)Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida,
que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança.”

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