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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Coisas da vida, da minha vida…

Esta noite adormeci cedo, o corpo estava sem energia, cansado. Adormeci com o miúdo e quando acordei, deitada no chão ao lado da cama dele, não me apeteceu despertar e deixei-me ir naquele estado dormente para a minha cama.
A meio da noite acordei, estava ansiosa, triste. Tentei dormir, mas as lágrimas começaram a cair em bica e só depois do diluvio lacrimal, dos soluços e de todos os pensamentos de lamentação é que consegui adormecer, já era de madrugada.
Sei que não há nada pior para o discernimento mental que o cansaço e eu sinto-me cansada, muito cansada. Já me começo a conhecer para saber que preciso de momentos assim para renascer, para reinventar novas formas de sair do buraco. Já convivo comigo há tempo suficiente para perceber que estes estados fazem parte de mim, que volta e meia aparecem, que tenho de os aceitar, apenas como aquilo que são, momentos, fases. Fases em que preciso de bater no fundo, deixar-me afogar nas minhas mágoas, sentir a dor, deixar a almofada encharcada em lágrimas e ranho e apenas depois disso, de limpar tudo o que incomoda e intoxica, consigo recomeçar.
Hoje tenho os olhos inchados, papos e olheiras e parece que me passou um comboio por cima, mas sei que este é o processo para a seguir vir à tona novamente, conseguir voltar a respirar fundo sem dor e seguir em frente com um sorriso na cara.


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