Páginas

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Ser mãe é #38 - Berra-me baixo

O mês passado inscrevi-me no desafio da Magda Dias, o "Berra-me baixo", confesso que na maioria dos dias me esqueci que estava no desafio. Só quando via as newsletters é que me caía a ficha.
Não ache que grite muito com o meu filho, mas acho que posso melhorar sempre. Concordo em pleno que isto da relação pais/filhos é algo que se constrói acima de tudo com base na confiança e cooperação. E também sei que para criar isso é uma longa caminhada e um trabalho árduo.
Estes últimos três dias estive em casa com o puto, que teve novamente doente. Os primeiros dias, estava prostrado, não queria brincar, não queria fazer nada, só queria colo e mimo. E foi isso que fiz. Dei-lhe muito mimo, muita atenção. Ontem começou a ficar melhor e eu achei que finalmente já podia dedicar-me a outras tarefas que tinha deixado pendentes. Ele claro, reclamou por atenção e desatou a fazer disparates atrás de disparates.
Fui tendo calma e paciência e tentei não gritar, dizendo-lhe com calma que não podia fazer aquilo. Mas às tantas gritei com ele e arrependi-me no segundo seguinte. O que ele queria era atenção, que a mãe fosse brincar com ele e eu não o ouvi. Senti-me mal por isso, muito mal.
Lembrei-me das newsletters que durante o último mês fui lendo de forma mais ou menos leviana e fez-se luz. Tudo fazia ainda mais sentido. Ter participado no desafio permitiu-me criar pequenos alertas interiores para me conhecer melhor a mim, para aperfeiçoar a minha prestação enquanto pessoa e mãe.
Nisto das relações, sejam elas com quem forem, é muito importante ouvir quem está do outro lado, então com os nossos filhos é crucial.
E esta foi a grande lição deste pequeno episódio familiar: ouvir melhor, para ser uma mãe melhor.

Sem comentários:

Enviar um comentário