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quinta-feira, 12 de março de 2015

Sobre isto das corridas

Quando o relógio despertou, às 6h30 da matina, pensei em dar meia volta na cama e voltar a dormir, a minha mente começou a arranjar 500 desculpas para ficar na cama: que me ia atrasar para o trabalho, que estava frio, que iria estar sozinha e parecer uma tontinha a correr de manhã e blá blá blá. Foi então que de um ápice tirei o édredon de cima e pulei da cama. No more excuses, Mónica Francisca!
E lá fui eu até Belém. Ajuda-me correr com uma boa vista e o rio como inspiração. Tinha umas olheiras até ao umbigo e papos nos olhos, estava rabuja, mas fui. Superei o meu comodismo e a minha constante tendência para a procrastinação.
Sete da manhã o dia amanhecer, a zona junto ao rio praticamente deserta. Apenas se viam algumas pessoas que tal como eu decidiram começar o dia a correr.
Duas das pessoas que passaram por mim, primeiro um senhor mais velho e depois uma rapariga disseram-me bom dia. Eu sorri e respondi surpreendida. Não estava à espera que dois estranhos me cumprimentassem, mas depois percebi que, apesar de desconhecidos, temos interesses em comum e que aquele bom dia, mais do que um cumprimento normal é uma forma de incentivo: “Boa! Bem-vinda às corridas! Estamos juntos nisto!”. E assim, sem quê nem porquê aquele “bom dia” deu-me força para continuar a correr, numa altura em que já só pensava em desistir.
Com isto percebi, que nisto das corridas há solidariedade, há a partilha de uma filosofia, de um interesse e isso cria empatia entre as pessoas.




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