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quinta-feira, 5 de março de 2015

Conformismo, sobrevivência ou aceitação

Já há uns meses que tenho vindo a falar em mudanças, em mudar.
Para quem vai parando aqui no estaminé facilmente percebeu que passei por um período de desmotivação profissional. Sentia-me cansada, saturada, a perder tempo, energia e a emburrecer.
Tomei uma decisão, continuar na mesma empresa e mudar de área. Tudo indicava que a coisa se ia dar, mas não deu.
Demorou até conseguir engolir este sapo, esta frustação, este revés, esta nega. Demorou tempo aceitar e a conseguir escrever sobre isto. Demorou tempo aceitar verdadeiramente que nada acontece por acaso e que se não foi é porque não tem de ser. Demorou tempo a acreditar de novo e a ter esperança que tudo vai melhorar.
Ajudou-me escrever os pontos positivos, fazer muitos exercícios de gratidão, ver o lado positivo que há sempre em cada situação e começar a disciplinar-me mais para cumprir os pequenos objetivos a que me vou propondo todos os dias sejam eles laborais ou pessoais. Ajudou-me ser verdadeira comigo, refrear a minha sede de protagonismo, fazer as coisas para agradar aos outros e fazer para me sentir bem comigo, seja isso, colocar o projeto mais simples que tenho em mãos num powerpoint, mudar a minha postura e aprender a trabalhar mais em equipa ou ir correr à hora de almoço porque é isso que me apetece.
Os últimos quatro meses não foram fáceis, chorei muita baba e ranho, mas também cresci emocional e pessoalmente.
Aprendi, (a custo), que a mudança está em mim e que muitas vezes para ela acontecer basta incutir novos hábitos, novas formas de olhar para as situações. No fundo reinventar-nos e aceitar.
Mais do que conformismo ou forma de sobreviver, aceitar as situações permitiu-me ficar mais em paz comigo e no fundo estar mais feliz.



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