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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Crónicas da insatisfação

Não é novidade para ninguém que a minha situação profissional me anda a causar alguma insatisfação. Mais que insatisfação, transtorna-me e tem-me estado a deixar bastante deprimida. Nos tempos que correm, sei que devia dar graças por ter um emprego, mas também sei que é este pensamento comodista e conformista que me tem transformado nesta pessoa amorfa a nível profissional. Tenho um filho para sustentar, uma creche para pagar, um empréstimo para amortizar, uma despensa para rechear e se calhar devia era estar sossegadinha no meu canto e deixar-me de ideias parvas. Mas também sei que são estes pensamentos, estas crenças que me limitam a criatividade para pensar em soluções viáveis. Isso e o meu medo de falhar.
Hoje de manhã o relógio despertou e só queria que fosse sábado, que não me tivesse de levantar para ir para aquele sítio. Não queria, causa-me dores no estômago, náuseas e vontade de chorar.
Já passei por várias fases de desmotivação profissional, mas sempre consegui dar a volta por cima, voltar a auto motivar-me, voltar a acreditar. Neste momento, deixei de acreditar, deixei de conseguir auto motivar-me a fazer algo que já não acredito, que já não me identifico e sei que para dar a volta por cima, só com uma mudança e isso assusta-me, assusta-me muito.
Tenho medo da decisão da mudança e de tudo correr mal, tenho medo de tomar a decisão errada, tenho medo de falhar.
E se houve momentos em que fui precipitada e isso me custou alguns dissabores, já ganhei juizinho suficiente para perceber que as coisas não podem ser feitas de ânimo leve.
Por outro lado, cada vez mais sinto a necessidade de fazer qualquer coisa para mudar e isso anda a consumir-me.

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