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segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Um dia o copo transborda

Há situações que nos levam a questionar muita coisa. Eu que sempre defendi que não é preciso gritar para educar ou mostrar autoridade, este fim-de-semana coloquei isso em causa. Coloquei em causa a forma como estou a educar o Francisco, a formo como me comporto enquanto mãe, às vezes demasiado liberal e percebi que tenho de impor limites, custe o que custar, não só ao Francisco, mas também às pessoas que nos rodeiam. Tal como o Francisco precisa de ser educado, também os nossos pais muitas vezes precisam de o ser. De ser chamados atenção, não podem deixar fazer tudo e muito menos desautorizar-nos, a nós que agora somos pais à frente do miúdo. E por muito que lhes custe, por muito que não concordem com a forma como estou a fazer isto ou aquilo, não têm de se meter, não têm.
A frontalidade e a sinceridade são muito importantes para a comunicação. Não só entre família, mas no nosso dia-a-dia em geral. Não é necessário ser mal educado, ou rude, mas isto de existirem coisas que nos incomodam constantemente e irmos engolindo os sapos, dias após dia, sem dizer nada, um dia vai transbordar e quando isso acontece, dá merda.
Porque a malta vai enchendo, enchendo, enchendo e transforma-se numa bomba relógio pronta a explodir.
E isso não pode ser. Não faz bem, nem é saudável para ninguém. Tenho dito.

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