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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Será preciso as pessoas discutirem para se entenderem?

Eu que detesto confrontos e discussões diria à partida que não. Que este mundo é todo cor-de-rosa, que toda a gente se dá bem e que nunca, mas nunca é necessário discutir nem existirem confrontos.
Ora que grande treta, que neste mundo todos temos uma opinião a dar e temos direito a dá-la. E a não ser que sejamos todos umas ovelhinhas a concordar com tudo o que os outros dizem, temos sem dúvida momentos em que há discussões.
E discutir não tem de ser necessariamente mau, aliás até se podem retirar boas conclusões de discussões, exeto quando não há a capacidade de respeitar e ouvir o outro, aí o caso muda de figura. A discussão deixa de ser saudável e passar a ser irracional e desprovida de qualquer sentido.
Isto é tudo muito bonitinho de se dizer, e ah e tal respeitem os outros, ouçam os outros, mas a malta não tem sangue de caracol. A malta também tem um sistema nervoso e também se irrita e sente agredida e tem o direito de não querer “papar” grupos. Era tudo muito pacífico e correto se no meio de uma discussão todos conseguissem manter a calma e não deixar que o turbilhão de sentimentos e pensamentos que lhe estão a passar pelo corpinho influenciasse as palavras que lhes saem da boca, mas a maior parte das vezes as discussões ficam acesas e perdem-se as estribeiras, o controlo sobre nós próprios e é aí que descamba tudo.
Para além disso, há um menino chamado ego que tenta sempre sobressair-se, que teima em querer ter sempre razão e que a sua razão ganhe a discussão.
Para pessoas com um lado racional bastante apurado, “ganhar” uma discussão é fácil, agora para aquelas dominadas pela emoção, o seu discernimento fica toldado e o poder de argumentação é totalmente desarmado.
Perante isto a minha humilde conclusão é que não há forma de evitar discussões nesta vida, seja em casa, no trabalho ou na rua. O importante é conseguirmos manter o autocontrolo e não deixar que as emoções toldem por completo a razão e nos deixemos entrar num ciclo em que não vemos, não ouvimos e acima de tudo não respeitamos. Porque a verdade é que quando não respeitamos o outro, também não nos estamos a respeitar a nós próprios e as mazelas criadas também nos irão afetar a nós. E por tudo isso, resta-me aprender a ter muita calminha e a ouvir mais antes de respostar sem qualquer razão. 

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