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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Também tenho saudades minhas

Há uns tempos falava com uma amiga que foi recentemente mãe e ela dizia-me que tinha saudades dela própria. Falamos na altura de como é normal nos primeiros meses após o nascimento do bebé não sabermos bem onde estamos, nós, o nosso eu, porque naturalmente perde-se no meio de mamadas e mudas de fralda e tanta coisa nova. Com o tempo é normal que tudo volte ao seu lugar, que tudo se adapte à nova realidade.
Cá em casa foi um bocado assim, ao fim do primeiro mês, senti que as coisas se estavam todas a encaixar, a entrosar. Eu, o bebé, a família, uns meses depois o marido e a pouco e pouco tudo voltou a fazer sentido e todos a habitar em harmonia.
Contudo, ultimamente (principalmente desde o regresso de férias), há um local no qual eu não me sinto eu, mas na correria do dia-a-dia, esqueço-me disso. Limito-me a sobreviver e a andar tipo marioneta de um lado para o outro e pronto.
É então que recebo um mail tão simples como este:

E me vêm as lágrimas aos olhos, e apercebo-me que também sinto saudades.
Não só de fazer exercício, mas principalmente de mim. Porque às tantas para nos adaptarmos a determinado local deixamos de ser nós, anulamo-nos e isso não é nada, mas nada saudável.
Ainda bem que volta e meia existem "alertas" para nos lembrar de quem realmente somos e que nada nos deve anular! Nada!

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