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segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Em tempos já aqui falei do que é ser "emigrante" dentro do meu próprio país. É um pouco assim que me sinto, visto que a cidade na qual vivo não é a minha cidade natal e a maioria da família está sediada na zona oeste. Principalmente desde que o Francisco nasceu sentimos a obrigação de ir mais vezes à terrinha, tentar que ele passe o máximo tempos com os avós (paternos e maternos) e isso obriga-nos a uma correria na maior parte dos fins-de-semana. Eu sei que é importante os avós estarem com o neto, não queremos privar o puto disso, mas começo a sentir que está na altura de acalmar, de começar a ter alguns fins-de-semana na nossa casinha, naquela que agora é a nossa cidade, de cultivar as amizades que por aqui temos feito, sob pena de o caos se instalar de tal forma que acabamos por querer estar em todo o lado e no fundo não estarmos em lado nenhum. É difícil dizer não, é difícil impor limites, mas se não formos nós a fazê-lo e a definir o que é melhor para nós, ninguém o irá fazer.

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