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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Sobre a mentalidade da maioria dos trabalhadores portugueses

Enquanto as pessoas continuarem a olhar de lado para quem saí mais cedo do escritório, quem trabalha de casa, quem faz mais do que trabalho-casa/ casa-trabalho, este pais não vai para a frente. Enquanto as pessoas não perceberem que o importante é estabelecer objectivos e cumpri-los e que se for no menor tempo possível melhor, para que haja espaço para um hobbie, desporto, família, vida pessoal. Enquanto a mentalidade for o ver e ser visto este pais não vai para a frente. As empresas até podem estabelecer ou "vender" uma cultura de flexibilidade, mas enquanto as mentes de quem lá trabalha continuarem a pensar quadrado, as coisas não mudam, a maioria anda insatisfeita, desmotivada, a querer estar onde não está, a perder a sua identidade e mais cedo ou mais tarde aquilo que se tem são colaboradores queixosos e pouco produtivos. Há que pensar que os trabalhos mudaram, as funções nas empresas mudaram, a gestão mudou e não são o número de horas que se trabalha que dita a qualidade de um colaborador. E enquanto a mentalidade continuar a mesma de há 25 anos atrás, enquanto as prioridades continuarem a ser todas trocadas e as pessoas se sentirem obrigadas a abdicar de si e da sua vida pessoal apenas para poder receber um salário ao fim do mês que lhe garanta o pão na mesa, as coisas não vão para a frente. Ninguém consegue ir para a frente.

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