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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Ainda sobre a importância de balancear tudo

Sou menina que precisa de regras para conseguir impor a mim mesma novos hábitos, novas rotinas, novas formas de agir/estar.
O dia parece curto para tudo o que tenho para fazer, mas se não definir claramente dia/horas para cada coisa, as semanas acabam por passar e não faço nada.
E é importante dedicar tempo não só aos filhos, mas também a nós próprias, ao casal, aos amigos e à cultura.
Parei uma hora para pensar: primeiro nas coisas rotineiras que eram importantes para manter o dito equilíbrio e depois quando as iria fazer.
Por exemplo: ler um livro por mês (os das histórias do Francisco não contam); ver um filme novo por mês; sair uma vez por mês com as minhas amigas; ir jantar uma vez por mês a dois; começar a praticar um desporto duas vezes por semana e ir a pelo menos um concerto por ano.
Depois partilhei estes “objetivos” com o esposo como forma de comprometimento, (para as coisas acontecerem não basta atirarmos ao ar). Há que definir quando, como (o que precisamos para as concretizar) e comprometermo-nos com isso.
Vamos esperar para ver como corre este mês de setembro, mas para já e em três ou quatro dias, já comecei a cumprir algumas das coisas.
Comecei a ler um livro e para ter um objetivo diário, dividi o número de total de páginas do livro por trinta dias e deu-me o número de páginas mínimo que tenho de ler por noite. Às vezes os olhos pesam, mas como tenho um objetivo, por exemplo: chegar à página 123 hoje, acabo por não sucumbir ao primeiro pestanejar e esforçar-me para ler mais um pouco.
Ontem decidimos aceitar o convite de uns amigos e fomos jantar fora, (sem Francisco) e é impressionante como me fez bem arranjar-me para sair de casa, conseguir levar uma conversa até ao fim sem interrupções, ir a um restaurante novo.
São pequenas coisas, mas na realidade são tão importantes para não perdermos a nossa identidade, para continuarmos a ser quem somos e não nos anularmos apenas no nosso papel de mãe.
Tenho-me apercebido em conversa com outras mães que esta acaba por ser uma tendência natural, até porque amamos tanto aquele pequeno ser que ele passa a ser o foco de toda a nossa atenção, mas não pode ser. E é importante manter isso sempre em mente.

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