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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Francisco no Continente

Nesta foto parece tudo muito tranquilo, certo? Vê-se apenas um miúdo curioso a tentar ver tudo o que o rodeia no supermercado. 
Pois. Mas este entusiasmo e bom comportamento só durou uns 5 minutos. 
Depois disso percebeu que conseguia tirar o pé e a perna e começou a tentar levantar-se e sair dali. 
A mãe (leia-se eu) para tentar evitar birras no supermercado tira-o do carrinho e agarra-o ao colo. A criatura acalmou 2  minutos e de seguida começou novamente. Queria chão, queria agarrar embalagens, queria comer a corrente do carrinho, queria tudo e não queria nada.
Pensei desistir, mas depois lembrei-me que existem uns carrinhos com "ovo" incorporado que podiam salvar a situação e a minha despensa da penúria.
Deixei o carro, com as compras feitas até ao momento, num canto e lá vou eu buscar o tal carrinho próprio para bebés, que o Francisco fez questão de rejeitar novamente. Só a muito custo e com bolacha Maria o convenci a sentar naquilo.
Continuamos a fazer as compras. Tudo muito divertido, Francisco a comer e a oferecer-me bolacha, até que... Acaba a bolacha. Berreiro novamente. Toca de sacar outra bolacha para calar o puto.
Tudo bem, até que em pleno corredor das maioneses o puto se engasga com a merda da bolacha e começa a ficar mesmo aflito. Eu a tentar tirá-lo do dito "ovo", o puto a continuar aflito sem conseguir respirar. Entretanto ao mesmo tempo que o consigo desprender e tirar do carrinho, ele tosse e com a tosse sai o bocado de bolacha que ele tinha engolido inteiro e de seguida um jorro de vómito. E depois ainda mais um bocado. Era vomitado por todo o lado: no chão, na minha mala (por dentro e por fora), no meu braço, nas minhas calças, na minha blusa, nas calças, casaco e t-shirt do Francisco. Um verdadeiro espetáculo ao estilo exorcista. 
Um casal que presenciou aquela linda cena veio amoroso oferecer-me lenços de papel. Tive vontade de me esconder entre os frascos de maionese, mas já que estava quase a terminar as compras decidi aceitar a ajuda e seguir o meu caminho, com um cheiro a azedo entranhado nos poros... E roupa e mala e tudo.
E assim conseguimos despachar o resto das compras num instantinho, porque com o aroma que exalávamos toda a gente se afastou e foi um instantinho.

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