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segunda-feira, 30 de junho de 2014

Mãe desprevenida...

... tem de improvisar.
Ora hoje foi dia de ir à consulta de enfermagem com o pequeno. Consulta marcada para as 14h30, chego à creche, já atrasada e o puto ferrado a dormir. Eu quando o deixei de manhã, avisei que o ia buscar às duas, mas não houve passagem de informação e lá tivemos de ir acordar o miúdo.
Toca a correr para tentar minimizar o atraso. Conseguimos chegar um quarto de hora atrasados, nada de mais. Lá fomos atendidos e a querida enfermeira Raquel desconfiou que algo se passava com o ouvido esquerdo do Francisco. Decidi marcar logo consulta para o Otorrino. Com isto tudo eram quase quatro da tarde, o puto com sono e fome e eu sem lanche para lhe dar. Tinha-me esquecido da lancheira em casa e apenas tinha comigo umas miseras bolacha Maria.
Perguntei por um minimercado ali perto onde pudesse ir comprar uns iogurtes. Népia. E foi então que me lembrei que havia uma farmácia ali perto que talvez me pudesse salvar. Lá pego no puto e entro na farmácia (vazia), tipo mãe desesperada e digo:
- Boa tarde, preciso urgentemente de algo para dar como lanche a este menino. Têm alguma coisa?

O casal de farmacêuticos que estavam de serviço lá me indicaram a secção de bebé, e no meio das papas e dos leites, estavam uns boiões ranhosos de fruta. Pensei ou isto ou tenho de empanturrar o puto com bolachas Maria. Por isso, venham daí os boiões ranhosos. Quando estava a pagar ( e o puto a resmungar no carrinho desde que tínhamos chegado), lembrei-me que também não tinha colher. Pedi uma aos senhores (por mim até podiam ir tirar uma a um xarope qualquer, só queria qualquer coisa que desse para enfiar a fruta goela abaixo do garoto), mas não tinham nenhuma que me pudessem emprestar. A solução, foi comprar uma nova, que abri e enfiei diretamente no boião de fruta ranhoso, sentada no cantinho onde medem a tensão arterial aos velhotes.
Pequeno Francis lá comeu, não resmungou quase nada e conseguiu aguentar-se à estucha da consulta sem chorar muito.
E agora que tudo está mais calmo, penso nos cuidados todos que normalmente tenho e ao que a necessidade obriga. É para despachar e improvisar?! Siga. Importante é o puto ter a barriguinha cheia e o resto é conversa. Porque afinal, excepções acontecem e não se faz disto regra e não é por isso que sou pior mãe (apesar de já me ter martirizado 500 vezes por me ter esquecido do lanche do puto em casa).

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