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sábado, 7 de junho de 2014

As coisas que se tornam diferentes quando é o nosso filho a fazer

Hoje durante a sesta, no meio de um ataque de tosse percebi que o Francisco tinha vomitado um pouco na cama. Na tentativa super sónica de o salvar daquele tormento agarro-o e tiro-o do berço, altura em que ele acaba de vomitar todo o leite que tinha bebido ao lanche para cima de mim.Toda eu era vomitado. Numa qualquer outra ocasião, ou se fosse outra pessoa a ter tido este "descaramento", eu teria ficado chateada, mas sendo o Francisco tudo bem. Vê-lo mais aliviado descansou-me e quanto ao vomitado que tinha espalhado por toda a roupa, peito, cabelo, era apenas um pormenor, que comentei a rir e ao qual o Francisco respondeu também com um sorriso (deve ter achado piada olhar para a mãe naquele lindo estado) e de seguida começou com aquelas mini mãos fofinhas a mexer no meu peito a tentar descobrir a textura daquela langonha que cobria a mãe. Eu sei que é uma imagem nojenta, se não tivesse sido o Francisco, também o acharia, mas sendo um momento mãe e filho parece a coisa mais natural do mundo e como a seguir fomos os dois tomar um belo banho, mudamos os lençóis da cama e limpamos o chão, ficou tudo lavado e cheirosinho. E deste episódio exorcista fica na memória apenas o que interessa: a boa disposição dele e minha num momento de aflição. 


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