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segunda-feira, 26 de maio de 2014

Quem manda é a mãe, (às vezes)

Apercebi-me há relativamente pouco tempo que o Francisco está a começar a testar os limites, não os dele, os nossos mesmo. Principalmente os da mãe e da educadora pois é connosco que passa mais tempo.
Isto tudo começou com as fitas/birras para vestir. As manhãs são sempre uma aventura para conseguir vestir aquela enguia que se vira e revira no trocador a esgueirar-se da roupa. Veste de um lado, ele despe doutro, etc e tal.
E a semana passada começou a fazer fita para comer. Virar a cabeça ao lado, abrir a boca, mas virar a cabeça para baixo, cerrar os lábios, morder a colher, choramingar, berrar, enfim… já fez de tudo.
Eu achava que ele fazia isso ao jantar porque estava com sono e tal e tal e dava sempre desculpa ao miúdo, até que percebi (em conversa com a educadora) que ele andava a fazer o mesmo na creche. Oh diabo! Não estava nada preparada para isto. Como é que uma criaturinha deste tamanho já nos anda a manipular desta forma?! E pior, como é que eu lhe vou mostrar que sou eu quem manda?!
E na sexta à noite, decidi manter o pulso firme e apesar de ter estado uma hora de volta dele, ele comeu tudo! Teve de ser. Houve choro, borrifos de sopa pelo chão, pela minha roupa, pela minha cara, pelos cortinados, por T-O-D-O o lado literalmente, mas comeu tudinho. Teve de ser e pronto.
A coisa de lhe mostrar quem é que “mandava” estava a começar a correr bem, até que vamos de fim de semana a casa dos avós e foi o descalabro.
Sim, porque quem manda é a mãe, exceto quando estamos ao pé dos avós, aí quem manda é o Francisco. Já tinha ouvido dizer que os avós só “deseducavam”, mas este fim de semana comprovei isso mesmo, não há volta a dar. Eu e o meu estimado esposo bem dizemos para fazer assim ou assado, mas basta um “ai” do miúdo e já os avós estão a fazer exatamente o contrário para fazer a vontadinha ao neto. É assim e pronto. E o que é que uma pessoa pode fazer? Provavelmente os meus avós foram assim comigo (sinceramente não me lembro) e o mais certo é quando eu for avó que seja assim também. Temos de aceitar que nesta coisa da família cada um tem o seu papel e o dos avós é mimar até mais não, mesmo que isso nem sempre seja o melhor o que a mãe acha que deve ser.

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