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terça-feira, 8 de abril de 2014

O primeiro amuo do Francisco

Ontem, como nos últimos dias úteis deixei o Francisco na creche e vim trabalhar. A seguir ao almoço tive uma reunião e quando acabou voei para a creche para o ir buscar. Quando cheguei estavam a mudar-lhe a fralda e eu esperei que acabassem até pegar nele. Quando a educadora o colocou no meu colo e ele virou a cara ao lado achei estranho. Insisti a falar com ele e chamar-lhe a atenção e ele continuava a virar-me a cara. Pensei que provavelmente ainda estaria extasiado com todos os desenhos da parede e lá o coloquei na cadeirinha para irmos para casa. Chegados a casa o amuo continuou. Continuou a virar a cara cada vez que o tentava enfrentar, continuou a choramingar cada vez que insisti numa aproximação de lhe dar beijinhos ou “comer-lhe” a barriga, coisa que ele normalmente adora e fica todo derretido.
Liguei para a creche a perguntar se tinha passado algo de estranho, disseram-me que não, que o dia tinha sido tranquilo e que tinha corrido tudo normalmente: brincou sempre bem-disposto, comeu bem, dormiu bem.
Desatei a chorar, ele ali a brincar no chão e a rejeitar-me. O meu coração de mãe não estava preparado para isto, não estava.
Ao fim de uma hora lá lhe passou o amuo e lentamente começou primeiro por aceitar o meu colo, depois por aceitar os meus mimos e finalmente retribuir com o sorriso dele.
Caramba, que isto de ser mãe é dureza.

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