Páginas

sábado, 22 de março de 2014

Ontem pela primeira vez o Francisco ficou sozinho na creche. Fingi-me forte quando o deixei, mas assim que entrei no carro desfiz-me em lágrimas e tive vontade de voltar para o ir buscar.
Lá me recompus e me convenci a mim própria que não havia volta a dar e tem de ser. Duas horas  e meia depois fui buscá-lo, quando me viu abriu o braços e sorriu e voltei a ficar lavada em lágrimas, desta vez de alegria por o ver, por ver que estava bem e à medida que me iam contando como ele se tinha portado bem  neste primeiro dia, mais orgulhosa ficava e mais difícil ficava de controlar as lágrimas que teimavam em cair-me face abaixo.
Segunda-feira regresso ao trabalho, ao fim de 6 meses em casa com ele a tempo inteiro.  Sei que vai custar, já me custa e ainda faltam dois dias. Mas também sei que segunda-feira iria chegar, mais dia menos dia, mais mês menos mês e não há muito a fazer. Tenho de trabalhar, não posso ficar em casa com ele e não temos alternativa se não deixá-lo na creche. É a vida e pronto. Mas dói comó caraças e não sei se estou preparada. Só de pensar que faltam 48 horas para o derradeiro dia fico com o coração tão apertado que dói e parece que me falta o ar no pulmões. Nem quero imaginar como na segunda, concentrar-me no trabalho sabendo que o "abandonei" na creche... Vou ter de ter um autocontrole muito grande para não o ir buscar e não estar a ligar de 3 em 3 minutos a ver como está.
Mas até lá, deixa-me aproveitar cada segundinho do fim-de-semana com ele e desforrar-me do cheirinho, do toque, do sorriso e das conversetas dele.

Sem comentários:

Enviar um comentário