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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Sobre o bolo do homem

Tal como escrevi no post anterior fazer o bolo para o homem foi uma aventura, bem na verdade foi um desastre, mas adiante.
Na segunda-feira levei pela primeira vez o Francisco ao supermercado para ir comprar açúcar e farinha para fazer o dito bolo, a ideia era fazer um bolo de laranja com cobertura de açúcar que o homem adorava quando era miúdo e enfeitá-lo com qualquer coisa. Ainda passei numa daquelas lojas que vendem coisas para enfeitar bolos, mas depois achei por bem comprar só umas velinhas e não me meter em grandes inovações que a coisa podia correr mal.
Cheguei a casa dei mama ao miúdo, adormeci-o e enfiei-me na cozinha. Bater claras, misturas os ovos com o açúcar, colocar o sumo de laranja e a farinha, barrar a forma e meter no forno. Até aqui tudo bem e tranquilo. Depois foi hora de fazer a cobertura. Na receita que vi na net bastava misturar açúcar com leite e um pouco de sumo de limão e espalhar sobre o bolo quente. Assim fiz. Quando o bolo acabou de cozer, desenformei e bota de meter o açúcar por cima. Só que o bolo absorveu todo o açúcar e nem vestígios de cobertura. Decidi ligar à minha sogra a pedir a receita que ela fazia. Nisto o Francisco acordou completamente rabugento e eu que já não tinha grande tempo de voltar a fazer novo bolo, decidi virar o bolo que tinha ao contrário e meter-lhe a nova cobertura por cima. Azar dos azares o bolo voltou a aborver todo o açúcar e aquela cobertura espessa que eu queria que tivesse ficado, não ficou.
O Francisco estava cada vez mais impaciente e a choramingar e eu decidi deixar o bolo como estava e pronto. Sabia que o homem devia estar a chegar a casa mais minuto, menos minuto e em três tempos tentei eliminar vertigios de que tinha estado a fazer um bolo: lavar forma, arrumar batedeira e esconder o bolo no armário da sala.
Passado uma hora o homem chega a casa e assim que entra pergunta: "estiveste a fazer um bolo?"
Eu atrapalhada, porque era suposto o bolo ser surpresa no dia seguinte, respondi que tinha tentado fazer um, mas que a coisa tinha corrido mal e pronto o assunto ficou por aí.
Enfim, podia ter corrido pior. Podia ter queimado o bolo e aí era o fim da macacada. Mas pronto isto de tentar fazer bolos às escondidas está visto que tem de ser feito com a devida antecedência, sob pena de sermos descobertos antes do tempo.




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