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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Leituras #1

Já tinha começado a ler "a máquina de fazer espanhóis", do Valter Hugo Mãe em julho, nas férias, mas a falta de pontuação e o texto todo escrito em minúsculas fez-me muita confusão e desisti ao fim de 2 dias. E o livro para aqui tem andado aos trambolhões até que, há sensivelmente duas semanas peguei nele e o recomecei a ler.
Houve partes do livro em que me deu um nó no estômago. E acabei o livro com uma sensação de tristeza muito grande.
Os meus avós, paternos e maternos, tiveram muitos filhos, dez e nove respetivamente. Como quer o meu pai, quer a minha mãe foram dos filhos mais novos, já conheci os meus avós muito velhotes e debilitados. Da minha avó paterna e avô materno praticamente não guardo recordação nenhuma, morreram quando eu ainda era muito pequena. Do meu avô paterno e avó materna já tenho mais recordações porque faleceram já eu era maiorzinha.
De quem eu tenho recordações mais presentes é da minha avó materna que foi a última a falecer e esteve os últimos anos num lar acamada, devido a um acidente.
E pronto, ler esta história do Valter Hugo Mãe fez-me avivar essas memórias, fez-me pensar em como ela se terá sentido naqueles últimos anos, fez-me sentir uma má pessoa por a ter visitado tão poucas vezes no meu egoísmo de me poupar à imagem dela vegetal.
Quanto ao livro, bem... é sem dúvida uma boa história e um valente murro no estômago para quem como eu por vezes se esquece que a velhice é f"#$%&! 


1 comentário:

  1. Gosto muito dele, mas não é um autor fácil. E este livro ainda não li e, ao que parece, também não vou ler tão cedo que agora preciso é de estórias divertidas!

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