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segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

As mulheres e os príncipes encantados

A culpa é das histórias como a Cinderela e outras que tais que nos fizeram crescer, a nós mulheres, com o sonho e ilusão que precisamos de um príncipe encantado para sermos felizes. E depois passamos uma vida inteira à procura dele.
Verdade seja dita todos precisamos de amor. De encontrar um alguém que seja verdadeiro companheiro de vida, mas poderá isso acontecer numa relação de dependência e busca sofrega?
Tenho as minhas dúvidas. Aliás, pela minha experiência, enquanto procurei desesperadamente o príncipe encantado só perdi tempo a beijar sapos. Claro que graças a esses sapos aprendi e cresci, mas também sofri "comó caraças", chorei baba e ranho e dei mais de mim do que deveria. Estive em relações que me tiraram mais auto-estima do que me deram, ou se calhar, eu é que me sujeitei a elas por ter uma fraca auto-estima.
Procurava desesperadamente que o príncipe encantado me trouxesse a paz e equilíbrio interior que tanto precisava e passei anos perdida a procurar isso no sítio errado.
Se pudesse dar um conselho a todas as meninas deste mundo era que não ouvissem/lessem a história da Cinderela. Mentira. Acho que devem ler e acho muito importante alimentar o sonho, mas também acho que a história da Cinderela devia ser alterada e incluída a parte da importância da Cinderela se sentir bem com ela própria antes de se atirar para os braços do príncipe, numa relação louca e desmedida (ok, nesta parte estou a inventar um bocado, mas hoje estou para aqui virada).
Sinceramente acho que nós mulheres nos sujeitamos muitas vezes a coisas que não devíamos, que arranjamos constantes desculpas a nós próprias para continuarmos na ilusão de que o príncipe encantado nos vai sarar todas as feridas e tapar todos os buracos na nossa auto-estima. Mas é mentira. Temos de ser nós a fazer esse trabalho de casa, porque só o príncipe não nos vai trazer o equilíbrio almejado.
Claro que tudo faz parte do caminho e provavelmente temos de passar pelo inferno,pelo sentimento de mágoa, de vazio, em que o coração está tão apertado que falta o ar e os olhos estão sempre húmidos, para conseguirmos depois saborear em paz e a alegria do paraíso.

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