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terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A tradição já não é o que era, mas ainda assim...

Este ano estou particularmente entusiasmada com o Natal, talvez por agora ter uma criança na família à qual quero transmitir a magia desta quadra.
Quando eu era miúda para aí até aos meus 8 anitos, não se fazia árvore de Natal em casa dos meus pais. Tínhamos uma lareira enorme (daquelas antigas) na nossa cozinha e na noite de Natal, antes nos irmos deitar colocávamos o sapatinho junto à lareira, para que o Pai Natal durante a noite descesse pela chaminé e deixasse lá o presente tão desejado. E lembro-me como se fosse hoje que aquilo era uma excitação. Nunca queria ir para a cama, mas após a insistência dos meus pais, lá ia, contrariada, mas ia. E depois no outro dia de manhã acordava bem cedinho e ia a correr para a lareira e lá estava o presente junto ao sapatinho. Era um regalo, uma alegria, um entusiasmo.
Gostava de passar esta tradição também ao Francisco.
É verdade que não temos lareira, mas temos uma árvore de Natal, um sapatinho e um mundo de sonho e fantasia para lhe transmitir, pelo menos até ir para a escola e um rufia qualquer lhe dizer que o Pai Natal não existe.

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