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terça-feira, 2 de abril de 2013

Dúvidas existenciais durante a gravidez

Já referi aqui algumas vezes que sou menina de volta e meia ter dúvidas existenciais, se por um lado as dúvidas existenciais acerca da minha pessoa vão sendo cada vez menos, as dúvidas existenciais face ao rebento que aí vem são cada vez maiores.
Confesso que tenho algum receio do parto, tenho receio de lhe dar banho nos primeiros tempos (e se a criança me escorrega das mãos para dentro da banheira?!), tenho receio das alturas em que a criança vai chorar e eu não vou perceber o porquê, tenho receio de não conseguir educar devidamente (já comecei a reparar noutras crianças e em como os pais as educam e pensar: eu não vou fazer assim, eu não quero fazer assim, mas será que depois vou realmente conseguir fazer como acho que é melhor? E aquilo que eu acho será mesmo o melhor?!).
Na verdade acho que só saberei responder a estas questões daqui a uns anos quando já tiver passado por todas estas experiências, mas o que me conforta é pensar que se outras mães conseguem, eu também vou conseguir e acreditar que o meu bom senso e instinto maternal me irão guiar a bom porto nesta nova etapa.

4 comentários:

  1. Não te querendo alarmar, da primeira vez que dei banho à Inês em casa (depois de o ter feito bem no hospital, como a enfermeira me ensinou), enfiei-lhe o nariz dentro de água e depois, como se não bastasse, ainda lhe dei com a cabeça na banheira. Hoje rio-me disto. Na altura, foi um sufoco. O que interessa é teres noção de que não sabes, mas vais aprender e o que não vier por instinto, há-de vir pela prática.
    Ah, e em relação à forma como os outros educam: não critiques ;) Daqui a dois anos vais-te ver numa situação enrascada qualquer e vais fazer tal e qual viste e condenaste porque a)é o mais fácil e já estás stressada q.b.; b) devido às circunstâncias, não tens alternativa. Já me vi algumas vezes nestas situações, olhei para trás e percebi que, na altura, os pais deveriam ter tido uma razão lógica qq para agir da forma que eu condenei (desde que não se trate de negligência ou abuso da autoridade, claro). Mas o que interessa é se isso for a excepção à regra. Mas tudo a seu tempo, vais ver que depois na hora tudo se encaixa e faz sentido :)
    Boa sorte com os enjoos!

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    1. Obrigada pelas palavras de conforto Polliejean. De facto este novo mundo no qual estou a entrar é uma aventura e tenho a sensação que vou aprender a cada segundo que passar :) Beijinho grande, m

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  2. Ó aqui eu armada em super-mãe e que percebe buéééé do assunto às 3 semanas de vida do meu piqueno.

    Eu tinha todas essas dúvidas. Todas nós temos. O choro é inevitável, mas instintivamente vais perceber o que o bebé quer. Se lhe deste mama há meia-hora e se ele está a chorar, quase de certeza que não é fome. Acabas por ir ver a fralda. Se estiver limpa, conclusão: tens de parar tudo o que estás a fazer e prepara-te para uma sessão de namoro, porque ele quer é mimos :)

    Banho, não sou a melhor pessoa para te dizer se é fácil ou difícil. Os primeiros banhos foram dados no hospital e desde aí tem sido o pai a assumir essa tarefa - como fiz cesariana, é necessária alguma paz de espírito e destreza que ainda não consegui alcançar.

    Quando o tiveres ao colo, não te assustes: é pequenino e é horrível pensar "e se não sou capaz?", mas passado algum tempo (e muitas noites depois...) já trocas fraldas como uma mestre shaolin com uma mão e o camandro!!! :)

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    1. Querida Cristina, com as tuas palavras uma pessoa fica logo com outra confiança. Obrigada! Beijinho grande, m

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