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sexta-feira, 12 de abril de 2013

Amores e desamores

E quando pensamos nas cabeçadas que demos na vida até encontrarmos o nosso equilíbrio? A nossa estabilidade?
No outro dia em conversa com amigas dei por mim a pensar que realmente é preciso beijar muitos sapos até encontrar um príncipe. Que às vezes é preciso provarmos o que é o desamor, para depois percebermos o que é o amor.
Mas enquanto passamos por elas, pelo desamor, pelos desencontros, custa como o cacete. Lembro-me perfeitamente de há dez anos atrás andar a bater com a cabeça nas paredes porque a relação com um namorado de faculdade não tinha funcionado e depois como a carne é fraca a malta cedia e era uma confusão dos diabos nesta cabeça e neste coração. E a verdade é que entre os 18 e os 26 dei tanta cabeçada, fiz tanta asneira, entreguei tanto de mim a quem não merecia, corri atrás de pessoas que achava valer a pena, mas afinal era pura cegueira emocional.
Talvez porque nunca parei para pensar verdadeiramente em mim. Enfim, sempre fui muito coração e pouca razão e talvez só na altura em que consegui equilibrar um pouco esses dois lados, consegui conhecer o verdadeiro amor.
E hoje com outra clareza de pensamento sobre as coisas consigo perceber que afinal aquilo que na altura me parecia a maior tragédia greco romana da história, não passou de meras experiências mais ou menos românticas, apaixonadas e pouco realistas, que guardo hoje com carinho no baú das recordações.

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