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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Jantares, trapinhos e filhinhos

Cada vez que tenho um jantar mais importante, como por exemplo o Jantar de Natal da empresa, fico sempre um bocadinho em pânico com o que vestir. Olho para o roupeiro e no meio de tantos trapinhos parece que não tenho nada para vestir, nada se enquadrará na ocasião. E se já quando tenho tempo de ir a casa vestir-me e arranjar-me antes do jantar é o drama que é, imaginem quando a roupa que decido vestir de manhã tem de me acompanhar para um dia de trabalho, para aulas da Pós-Graduação e no fim então a Festa de Natal.
Depois de ter revirado o roupeiro 20 vezes, lá optei pelo básico: calças skinny pretas e top largo branco.
Parecia-me a escolha adequada até alguém em plena discoteca me ter posto a mão na barriga e dado os parabéns!
Oi?!Parabéns?! Esperem lá! Eu não estou grávida estou só com uma blusa larga vestida! É verdade que estou um bocadinho mais gorda porque tenho andado a comer que nem uma alarve, mas daí a estar grávida vai uma longa distância!
Dias antes já alguém se tinha dirigido a mim e aberto o casacão para tentar descobrir uma barriguinha proeminente de gravidez que não existe e depois sexta o episódio na Festa de Natal da empresa… Haja paciência!
Já não há pachorra para ouvir 500 vezes numa semana: “quando vêm os bebés?”, Para sorrir e ser simpática quando as pessoas fazem de tudo sintomas de gravidez: blusa larga, gravidez; casaco mais largo é para disfarçar a gravidez; se tenho sono, é gravidez; se tenho fome, é gravidez! É pah por amor da santa, deixem-me respirar um bocadinho e a seu tempo tratarei de fazer os bebés, ok? Que mania!
Desde quando é obrigatório a malta casar e logo a seguir procriar? Eu bem sei que o país está a envelhecer e que querem bebés para garantir as reformas daqui a uns anos, mas tenham lá calma com isso que eu é que sei da minha vida, tá?

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