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quarta-feira, 25 de julho de 2012

Papéis

Há uns anos fiz uma formação em Coaching e uma das coisas que se falou foi dos vários papeis que desempenhamos ao longo da nossa vida, que podem ou não refletir aquilo que verdadeiramente somos.

Na minha opinião nós desempenhamos os vários papéis com base naquilo que somos, às vezes podemos é não nos conhecer bem e por isso não desempenharmos os papéis certos, aqueles que nos completam.

No meu caso, tenho vindo a conhecer-me cada vez melhor e a encontrar um maior equilíbrio entre os papéis desempenhados, mas no outro dia dei por mim a pensar nas profissões e no trabalho. E a verdade é que há pessoas que escolhem as suas profissões por vocação/paixão e nestes casos penso que retiram prazer e satisfação daquilo que fazem e depois há as outras pessoas que ou não têm uma profissão definida e têm apenas um trabalho, alguns podem fazê-lo com gosto e nesse caso o trabalho não é apenas um meio para sobreviverem é também algo que os completa.

Mas para além da profissão ou da(s) funções desempenhadas no trabalho podemos encontrar satisfação e realização noutros papéis tenham eles no final um retorno monetário ou não.
E isto dá muito que pensar, por vezes acomodamo-nos e esquecemo-nos de pensar que papéis nos dariam gozo desempenhar e mais do que isso arregaçar as mangas e dar o passo em frente para pôr mãos à obra.

Eu que sempre achei que as crises existenciais eram coisas de teenager, apercebo-me que não. Que é normal questionar-nos ao longo da vida e que é precisamente isso que nos faz descobrir e avançar muitas vezes.

Quanto a mim e depois desta reflexão vou dedicar uns minutos a pensar que outros papéis (para além de esposa, filha, irmã, gestora de responsabilidade social, dona de casa…) me dariam gozo interpretar e candidatar-me aos mesmos.

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