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quarta-feira, 3 de maio de 2017

A culpa é dos contos de fadas

Crescemos a ouvir/ler romances e contos de fada nas quais a princesa tem de conhecer o príncipe para ser feliz. Faz parte da história dela e tem de ser assim. O romance desenrola-se, ela conhece o príncipe, dão cabo da bruxa má, casam e vivem felizes para sempre.
E na minha opinião há aqui duas premissas que à partida nos levam a criar ideias pouco realistas acerca das relações e da vida.
A primeira é a necessidade extrema da princesa encontrar o príncipe para que consiga “viver”. Como se a princesa não pudesse viver por si só na história, fazer a sua própria história. Valer por si, sem a necessidade da existência do príncipe.
E a segunda é o “casaram e viveram felizes para sempre”, como se por um lado o casamento fosse o único meio para a felicidade (a princesa antes é sempre uma infeliz) e por outro como se a partir daí não existissem mais dificuldades, mais chatices, mais problemas para resolver ou mais bruxas mais para derrubar.
Estas duas premissas levam-nos a criar e acreditar em relações perfeitas e que tudo deve ser cor-de-rosa. Preparam-nos mal para o dia-a-dia das relações e torna-nos pouco resistentes às dificuldades que vão surgindo. Pouco tolerantes aos momentos maus, frustrados quando percebemos que o viveram felizes para sempre exige muito mais do que pura e simplesmente estar na relação. Que ao longo da vida o cor-de-rosa dá lugar a uma imensidão de cores umas mais alegres, outras mais tristes tornando-a num arco-íris composto por muito mais que sete cores. Que a paixão com que o príncipe e a princesa casam se vai transformando ao longo do tempo, dando lugar a outro sentimento. Que a relação amadurece e há coisas que se perdem, mas muitas mais que se ganham.
Felizmente atualmente as histórias que se vão contando são outras e até já há quem debata e fale sobre estes temas muito melhor que eu, tentando colocar algum bom senso na cabeça dos príncipes e das princesas que por aí andam em busca do amor.
Esta palestra do Alain de Botton é longa, mas se tiverem oportunidade vejam. Ele explica muito bem, de uma forma racional, clara, mas muito bem-humorada esta questão de como os romances e os contos de fada nos iludiram.

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Entrevista que vale a pena ver

A Rita Blanco deu ontem uma entrevista na RTP3 que na minha opinião vale a pena ver. De entre a sua vida profissional, falou também no desafio constante que é ser mãe e digo-vos que alguém ter coragem de assumir os seus sentimentos assim é um ato de enorme coragem.
Afinal há muito desafio constante nisto de ser mãe e é comum a mães com as diversas profissões, mais ou menos conhecidas, com trabalhos mais ou menos entusiasmantes.
Se tiverem oportunidade vejam que não se vão arrepender.

sábado, 22 de abril de 2017

Comecei um Detox e agora? #4 - Livros que me inspiram

O detox já lá vai, mas continuo muito focada na missão boazona. Para isso tenho cuidado em manter uma alimentação saudável, equilibrada e assiduidade nos treinos.
Mas isto de cozinhar saudável às vezes é um desafio, primeiro porque (ainda) não é uma coisa totalmente natural para mim e depois porque a páginas tantas tenho a sensação de andar sempre a comer o mesmo.
Nas alturas de menos inspiração dá jeito ter alguma ajuda por perto. Era bom ter um chef a cozinhar para mim, mas à falta disso aproveito e retiro ideias de alguns livros que estão presentes na minha cozinha:





E vocês que "bíblias" usam para se inspirar na cozinha?
Todas as sugestões são bem-vindas:)

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Love yourself first.

Ama-te primeiro. Cuida de ti! Sê feliz, tu primeiro e depois preocupa-te com o resto.
Isto pode parecer egoísta, mas tenho aprendido ao longo da vida a importância disto. Não se trata de egoísmo, trata-se de felicidade e bem-estar e só estando bem connosco conseguiremos estar bem com o mundo, ser bons pais, bons profissionais, bons amigos, bons companheiros...
Acredito que só depois de aprendermos a amar-nos e a cuidarmos de nós próprios, não de uma forma egoísta e egocêntrica, mas de forma genuína e complacente, conseguimos saber e viver o amor verdadeiro pelos outros.
E é tão fácil sermos duros connosco, não nos perdoarmos, não aceitarmos as nossas falhas, não reconhecermos as nossas virtudes, esquecer-nos de cuidar de nós, de nos ouvir, de assumir sem medos o que queremos e nos faz feliz.
Para mim, nem sempre é fácil lembrar-me disto. Andei muitos anos perdida na ilusão, a achar que apenas cuidar e olhar pelos outros era suficiente, que alguém um dia iria cuidar de mim e isso bastaria. Até que descobri a importância de cuidar primeiro de mim para encontrar o equilíbrio na vida.
Lembrem-se sempre de vocês. Cuidem de vocês como se de uma criança se tratasse. Sejam generosos, carinhosos, tolerantes convosco.
Façam por cuidar de vós, seja comendo uma refeição saudável ou um hambúrguer cheio de molhos, seja fazer exercício físico ou ficar sentado no sofá a fazer zapping, seja passear à beira-mar ou caminhar no meio da confusão da cidade, seja beber um copo de água ou um copo de vinho. Mimem-se! Amem-se! Depois tudo o resto virá!










Como lidar com esta espécie de monoparentalidade?

É comum quando um dos pais está mais ausente, recair sobre o que fica com a criança mais tempo a parte de incutir regras, princípios, valores, horários, tornando-o “no chato”. E o que está menos tempo, naturalmente é mais liberal, menos exigente e torna-se por isso “no fixe”.
Comecei a assistir a este tipo de situação com o Francisco aos fins de semana, em que o pai chegava e era uma festa pegada: não havia horários, poucas regras, tudo muito mais cool, tornando-me a mim a “aborrecida”. Cheguei até a ouvir comentários do género: “Prefiro o papá. Tu és chata!”
Doeu. Ele é uma criança e sei que não disse por mal, mas bolas! Uma pessoa faz uma ginástica do cacete para durante a semana ser mãe e pai, dona de casa e conciliar isto tudo com o trabalho e depois leva um balde de água fria destes?!
Fiquei a matutar naquilo.
E decidi instaurar o “dia da asneira mãe e filho”. Basicamente é um dia em que permito divertir-me com o meu filho, sem regras, sem horários, sem chatices. Pura e simplesmente fazer a asneira que nos apetecer, sem culpas. Há dias em que vamos comer uma pizza ou ao Mcdonalds, outros em que ficamos no sofá a comer pipocas ou M&M’s e vemos um filme até tarde, outras em que permito que durma na minha cama.
Foi uma decisão simples, mas o benefício que trouxe à relação mãe e filho foi brutal.
É preciso educar, estabelecer regras e limites, cuidar, mas não tem de ser tudo sério, nem temos de ser sempre rígidos. A flexibilidade e a exceção também fazem muita falta nas relações e na vida!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Mini férias de Páscoa

Nestas miniférias de Páscoa voltei aperceber-me da bênção que é o Francisco ter ambos os avós com casas de campo. As experiências vividas no meio dos animais, da terra, com o amor e carinho dos avós é sem dúvida algo precioso para o crescimento dele. Fico grata por isso e regressámos ambos de coração cheio para enfrentar os desafios da cidade e de mais uma semana.


Bom regresso a todos minha boa gente!

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Resultados de um mês de dieta e exercício físico

No último mês tenho conseguido manter uma rotina de treinos e alimentação equilibrada e é tão bom sentir-me saudável.
É mesmo boa esta sensação de ver o corpo a mudar, a ganhar mais força, a ter mais resistência, a fazer pequenas conquistas de dia para dia.
Quase não me reconheço quando me lembro das figuras que fazia nas aulas de educação física, das desculpas que inventava para não fazer nenhum desporto e do quão adepta era de ficar alapada no sofá horas a fio a fazer zapping e emburrecer.
Somos animais de hábitos e se no dia-a-dia agirmos em consciência com o que desejamos cultivar, as ações vão-se tornando cada vez mais rotinadas e a fazer parte de nós.
Hoje foi dia de voltar à nutricionista, pesar, medir a ajustar o plano alimentar.
Eu sabia que algo tinha mudado, que as calças estavam mais folgadas e ver isso traduzido em números foi muito bom: menos 1,5kg, menos volume e a meio caminho para o objetivo final. Foi bom este mês e sei que agora vem a parte mais difícil, mas vamos a isso.
Sem dúvida que com pequenos passos se vai fazendo o caminho na direção que queremos. O importante é fazer e sentir-nos bem connosco.

Missão boazona a rolar! oh yeah!

Ainda não estou assim, mas estou convictamente a trabalhar para isso :)

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Ser mãe é... #56

Ter de responder a perguntas para as quais não estamos preparadas.
Cá em casa, temos por hábito ler uma história antes de dormir. E é sempre o Francisco que escolhe a história que quer ouvir. No outro dia optou pela história do Rei Leão.
Lá comecei a ler e quando chega a parte em que o Mufasa (pai do Simba) morre ele pergunta-me: “O que é morrer, mamã?”
Não estava preparada para aquela pergunta, muito menos a uma hora daquelas, mas achei que uma resposta torta ou ignorar a pergunta não era solução. E decidi responder, com a verdade, tentado ser o menos dramática possível.
E assim lá lhe expliquei que morrer é quando o coração deixa de bater e as pessoas de respirar.
Ele ficou intrigado e começou a questionar se o Mufasa ia voltar, se ele se ia levantar e às tantas à medida que lhe ia explicando que o Mufasa não ia voltar e que agora estava no céu, mais emocionado ele ficava e eu mais atrapalhada.
Felizmente que a história termina com a mensagem positiva do ciclo da vida que se repete, mas ainda assim não estava preparada para aquela conversa, não agora. 
E ainda só estamos nos três anos…